Avance a fronteira
Contam que:
Um tecido novo e antigo se recompõe e traz luz ao presente quando ouvimos ou lemos uma história. O tempo suspenso, o jogo de palavras ou a trama, nos remete a um universo mágico de possibilidades, quem sabe aquele da morada dos gênios. Afinal, as histórias salvaram Sharazade, e mais, salvaram o próprio rei que reviveu ao ouvi-las. O contar aproxima e revitaliza o contato entre as culturas e gerações, e a escrita estreitou esse processo porque passou a ser testemunha. A reconstrução da experiência humana através da narrativa é como um xale que aquece a vontade de contador e a percepção de quem ouve.
Relembrar passagens do Alandalus alimentou o desejo de contar histórias com o foco do contador e enriqueceu um pensamento que me rege: contar para saber quem somos. Por isso cometo este convite: vamos contar e ouvir, ler, viver e escrever histórias, de um amor, uma viagem ou de um sonho, do Alandalus, por que não? Avance a fronteira, viva uma história. Vamos cultivar nossa capacidade de deslumbramento.
Lelia Maria Romero


