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Educação

Universidade libanesa oferece curso sobre as relações entre América Latina e Oriente Médio

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O Centro de Estudos das Culturas da América Latina e o Instituto Superior de Ciências Políticas e Administrativas da Universidade Saint-Esprit de Kaslik organizam o curso "América Latina no Oriente Médio: entre intensificação das relações e reações nos conflitos regionais".

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USEK promove palestra sobre intercâmbio acadêmico Brasil-Líbano

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O Centro de Estudos e Culturas da América Latina – CECAL e o Instituto de História da USEK, em cooperação com a CONFELIBRA, organizou, no dia 14/10, uma palestra sobre intercâmbio acadêmico Líbano – Brasil, com professor Paulo Jorge Sarkis.

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Conhecimento para desconstruir estereótipos ligados ao Islã

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Conhecimento para desconstruir estereótipos ligados ao Islã
O curso Islã: religião e civilização foi realizado no Rio de Janeiro, entre 14 de setembro e 5 de outubro. A atividade, que abordou temas como as diferentes configurações religiosas ligadas ao sunismo, xiismo e sufismo, reformas religiosas e militância política, foi organizada pelo Professor Paulo Hilu da Rocha Pinto, professor do Programa de pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense e coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio/UFF.
Leia a seguir uma entrevista com o Professor Paulo Hilu sobre o curso.
1. O curso Islã: religião e civilização apresentou um panorama histórico e também político. De que maneira a iniciativa pode ajudar a desfazer mitos e preconceitos em relação ao Islã?
Sim, cursos como o Islã: religião e civilização, que são abertos à todos os que se interessem pelo assunto, têm um papel importante em permitir que o conhecimento acadêmico sobre o islã. Como o saber acadêmico  procura desconstruir idéias pré-concebidas e representações simplificadoras ou estigmatizantes, isso com certeza permite que visões mais embasadas na realidade social e cultural das comunidades e sociedades muçulmanas possam circular na sociedade.
 
2. Quais são as principais confusões e equívocos em relação à religião islâmica difundidos pelo senso comum e pelos meios de comunicação comerciais?
Sem dúvida o pior estereótipo sobre o islã é a associação generalizadora entre islã e terrorismo ou formas de opressão do sujeito. Não que não existam grupos ou fenômenos sociais que possam ser ligados a essas representações, mas violência e opressão existem em todas as tradições religiosas e não podem ser indiscriminadamente associadas a todos os muçulmanos.
 
3. Como foi a procura pelo curso? Qual é o tipo de  público que demonstrou mais interesse na atividade?
 
A procura foi bastante boa, com muitos inscritos. O público do curso tem uma formação muito variada, de pessoas da universidade a profissionais liberais ou do serviço público
4. A informação de que o Islã é a religião que mais ganha adeptos no mundo é verdadeira?
Na verdade essas afirmações "espetaculares" são meras estimativas, mas pode-se dizer que o islã e o cristianismo (ambos divididos em diversas correntes e grupos) têm tido uma grande expansão nas últimas três décadas
 
5. Recentemente foi exibido em São Paulo um documentário que trata do crescimento da religião islâmica entre jovens brasileiros, especialmente na periferia de grandes centros urbanos. A que se deve esse movimento? 
Esses jovens convertidos seguem o padrão de conversão ao islã que analiso em meu livro, "Islã: religião e civilização", pois são artistas, intelectuais e militantes periferia, que possuem um alto capital cultural ligado a militância política e no Movimento Negro. Assim, não se trata realmente de uma mudança no padrão sociológico da conversão ao islã no Brasil, que geralmente envolve pessoas de classe média e/ou com alto padrão de capital cultural.

O curso Islã: religião e civilização foi realizado no Rio de Janeiro, entre 14 de setembro e 5 de outubro. A atividade foi organizada por Paulo Hilu da Rocha Pinto, professor do Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense e coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio/UFF.

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Curso Islã: religião e civilização - Rio de Janeiro (RJ)

Data: 
14/09/2011 - 19:00 - 05/10/2011 - 21:30

 

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Reginaldo Nasser discute a questão do terrorismo na terceira aula do curso "Países Árabes: Conjuntura Atual e Perspectivas"

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Professor do curso de Relações Internacionais da PUC-SP, Reginaldo Nasser conduziu uma discussão sobre os vários aspectos que envolvem a questão do terrorismo, na terceira aula do curso "Países Árabes: Conjuntura Atual e Perspectivas", realizada na segunda-feira, 28/3. Na programação original, o terceiro encontro contaria com a participação do jornalista samy Adghirni, da Folha de S. Paulo, que está na Líbia fazendo a cobertura do conflito e não pôde estar presente.
Nasser é mestre em Ciência Política pela UNICAMP e doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP. Especializado em segurança internacional, Nasser falou sobre os mitos e preconceitos que envolvem a caracterização de árabes como terroristas, como por exemplo, a afirmação de que as pessoas que optam por praticar atentados sejam movidas principalmente por motivos religiosos. 
Para o professor, as razões que motivam a realização de atentados terroristas estão relacionadas à situações de imensa assimetria de poder e opressão. Atualmente existe a tentativa de caracterizar o que seria o "novo terrorismo", em contraposição ao "antigo terrorismo". Essa corrente defende que os chamados "novos terroristas" sejam vistos como fanáticos, irracionais, movidos por desejos de destruição e privados de motivações políticas, enquanto o "velho terrorismo" seria pragmático e organizado de forma hierárquica. Nasser rebate esse tipo de tese, afirmando que as ações têm muito mais a ver como tentativas de atacar um foco que não possa ser vencido, ou seja, inimigos muito fortes. Para ilustrar, ele problematizou a inexistência de atentados que sejam capazes de dizimar grandes contingentes de população, o que aconteceria se fossem utilizadas armas químicas ou ataques à centrais nucleares.Para ele, a diferença está na forma como a sociedade se articula atualmente, a partir do fenômeno da globalização e da capacidade de utilizar meios como a internet para potencializar as ações. 
Segundo Nasser, apesar da fragilidade do conceito de "novo terrorismo", ele é amplamente aceito e difundido pelos meios hegemônicos. O professor criticou também a forma como a questão do terrorismo costumam ser simplificada como a luta do bem contra o mal, ao invés de estudada em sua complexidade.

Professor do curso de Relações Internacionais da PUC-SP, Reginaldo Nasser conduziu uma discussão sobre os vários aspectos que envolvem a questão do terrorismo, na terceira aula do curso "Países Árabes: Conjuntura Atual e Perspectivas", realizada na segunda-feira, 28/3. 

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Curso “Países Árabes: Conjuntura Atual e Perspectivas”

Data: 
21/03/2011 - 19:00 - 13/04/2011 - 19:00

 

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Curso sobre "Orientalismo" tem grande procura

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Curso sobre "Orientalismo" tem grande procura
Começa hoje, 1 de abril, na USP, o curso gratuito sobre "Orientalismo", obra fundamental do intelectual e escritor palestino Edward Said. Organizado pelas professoras Isabelle Somma, Marina Soares e Arlene Clemesha, a grande procura surpreendeu. Foram disponibilizadas inicialmente 30 vagas, mas devido ao grande número de inscritos, 68 pessoas participarão. A atividade é promovida pelo Departamento de Letras Orientais da FFLCH/USP, e conta com o apoio do Núcleo de Estudos Edward Said, do ICArabe.
O livro "Orientalismo", escrito em 1978, defende que o Ocidente criou uma visão distorcida do Oriente, representando-o como "o outro", justifincando com essa forma de diferenciação as iniciativas colonialistas. O objetivo principal do curso é apresentar a obra de Said a não iniciados, com foco nas inúmeras discussões e abordagens que o livro "Orientalismo" permite. 
Leia abaixo uma entrevista com Isabelle Somma sobre o curso.
1. Como surgiu a ideia de organizar um curso dedicado à obra de Edward Said, mais especificamente ao livro Orientalismo? Esta é a primeira vez que um curso do gênero é oferecido na USP?
 
A ideia partiu da professora Arlene Clemesha, diretora do Centro de Estudos Árabes da USP, e professora do Departamento de Letras Orientais também da USP. Ela ministrou o curso de pós-graduação sobre o tema e depois um curso de extensão, também voltado mais para os pós-graduandos da universidade que já conheciam a obra do autor. A professora Arlene percebeu que havia uma demanda na própria universidade de estudantes da graduação. Poucos conheciam ou tinham acesso a esta obra tão complexa, mas tão importante para entender a relação com o Islã e os povos árabes. Havia também alunos de pós que gostariam de se aprofundar um pouco mais. 
 
2. Vocês consideram que o livro Orientalismo, e mesmo a obra de Said, é pouco difundida no Brasil? 
 
Fala-se muito nos cursos de Humanas das universidades sobre as ideias de Said de forma geral. Mas com muito pouca profundidade. O curso de árabe da USP é dos poucos que avança mais no livro. Enquanto alunos da História, Ciências Sociais, Jornalismo, entre outros, carecem de aprofundamento. 
 
3. Quais serão os principais assuntos abordados durante o curso? Quais os desafios em destrinchar em dez aulas uma obra tão completa?
 
Eu e a professora Marina Soares, ambas doutorandas de História Social da USP, pretendemos cobrir alguns assuntos importantes como os dois livros mais inluentes do intelectual ("Orientalismo" e "Cultura e Orientalismo"). Também não podíamos deixar de lado o engajamento intelectual e político de Said, principalmente suas críticas em relação a ideia de "choque das civilizações" e seu envolvimento com a causa palestina. A professora Marina dará uma aula especial sobre gênero, especialidade dela, que defendeu mestrado no Departamento de Letras Orientais. Eu falarei sobre orientalismo e jornalismo, abordando uma parte de minha dissertação de mestrado também defendida no DLO em 2007. Ambas fomos orientandas do professor Mamede Jarouche.  
 
4. Como vocês avaliam a procura pelo curso até agora? Quem são os principais interessados? São alunos da USP ou pessoas de fora da Universidade?
 
A procura pelo curso foi muito maior do que imaginávamos. Em dois dias as vagas já haviam se esgotado. Recebemos vários pedidos para a abertura de novas vagas. Os alunos são, em sua maioria, alunos da própria USP. Mas não há só estudantes.
 
5. Existe a perspectiva de realizar outros cursos semelhantes ou mesmo que abordem outras obras de Said? 
Acho que a procura pelo curso e, principalmente, os pedidos de abertura de novas vagas farão com que consideremos seriamente repeti-lo em breve!

Começa hoje, 1 de abril, na USP, o curso gratuito sobre "Orientalismo", obra fundamental do intelectual e escritor palestino Edward Said. Organizado pelas professoras Isabelle Somma, Marina Soares e Arlene Clemesha, a grande procura surpreendeu.

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Debate 'As Revoluções nos Países Árabes' - São Paulo (SP)

Data: 
30/03/2011 - 18:00 - 22:00

O Centro de Estudos Árabes e o Departamento de Letras Orientais da USP realizam no dia 30 de março, às 18h, um debate sobre as revoluções nos países árabes no século 21.

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Curso Países Árabes, conjuntura atual e perspectivas começa com recorde de público

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Na última segunda-feira, 21 de março, aconteceu a abertura e primeira aula do curso Países Árabes: conjuntura atual e perspectivas, realizado pelo ICArabe, com apoio do NEHTIPO e da Ação Educativa. A atividade bateu o recorde de inscrições, com muitos interessados em lista de espera. 

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América Latina é tema de palestras no Líbano

 

América Latina é tema de palestras no Líbano
A Universidade Saint-Esprit de Kaslik deu início, nesta semana, a um ciclo de palestras sobre as políticas externas de países da América Latina. O primeiro tema foi o Brasil.
Nesta semana teve início, no Líbano, um ciclo de palestras e cursos sobre políticas estrangeiras da América Latina para o Oriente Médio. A realização é do Centro de Estudos e Culturas da América Latina, da Universidade Saint-Esprit de Kaslik (Cecal-Usek), juntamente com o Instituto Superior das Ciências Políticas e Administrativas da Usek e o Departamento Estudantil da mesma universidade. Os debates, que ocorrem na Usek, seguem até o mês de maio, de acordo com o diretor do Cecal, Roberto Khatlab.
A primeira palestra aconteceu na última quinta-feira (17) e foi feita pelo embaixador do Brasil no Líbano, Paulo Roberto da Fontoura, a professores, estudantes, diplomatas e o público em geral. O diplomata exibiu um pequeno filme, que mostra um panorama político, econômico e social do Brasil, e em seguida falou sobre a política externa brasileira, o desenvolvimento da relações com o Oriente Médio, especialmente com o Líbano.
"Nós estamos ligados aos países árabes pelas raízes brasileiras na Península Ibérica, bastante influenciada pela presença árabe, como também pela imigração originária da região e, sobretudo, do Líbano. A capacidade de adaptação dos imigrantes árabes no país que os acolheu foi correspondido, igualmente, por uma grande capacidade, da parte do povo brasileiro, de absorver seus costumes e seus valores”, disse o embaixador.
Ouviram a palestra pessoas como o secretário-geral da Usek, Michel Abou Tacca, o cônsul geral do Brasil no Líbano, Renato Menezes, o vice-cônsul do Brasil no Líbano, Saulo Carvalho, o diretor do Instituto de Ciências Políticas da Usek, Georges Yahchouchy, a decana da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da universidade, professora Hoda Nehme, e o próprio Khatlab, entre outros.
O ciclo é uma iniciativa do diretor do Cecal, que entrou em contato com embaixadores de países da América Latina no Líbano (Brasil, Argentina, Cuba, Colômbia, Paraguai, Venezuela, México, Uruguai e Chile) e os convidou para realizar as palestras. Elas são voltadas a estudantes de Ciências Políticas, Jornalismo e Direito. A participação dos alunos da Usek, destas áreas, é obrigatória e vale créditos, de acordo com Khatlab. Mas a participação também é aberta a estudantes de outras instituições e ao público em geral.
"O objetivo é sensibilizar os estudantes sobre a questão da América Latina para uma melhor compreensão das questões políticas do século 21, sobre o desenvolvimento dos países da região. Em geral, a América Latina é estudada superficialmente nas universidades locais e o Cecal tem com objetivo fortalecer os laços de amizade entre o Líbano e os países latino-americanos através de conhecimentos em todas as áreas”, diz Khatlab.
As palestras vão acontecer todas as quintas-feiras, de 17 de março até 19 de maio. No dia 24 de março o tema é Paraguai, no dia 31 de março, Cuba, em 07 de abril, Argentina, em 14 de abril, México e, em 28 de abril, Venezuela. No dia 05 de maio será a vez do Uruguai, no dia 12 de maio do Chile e no dia 19 de maio a Colômbia.

A Universidade Saint-Esprit de Kaslik deu início, nesta semana, a um ciclo de palestras sobre as políticas externas de países da América Latina. O primeiro tema foi o Brasil.

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