A luta saharawi e o direito coletivo dos povos*
Enquanto se discutia um novo projeto civilizatório como superação para as crises e as guerras, na tenda dos povos sem-Estado armada no Fórum Social Mundial, um movimento crescente, a luta pelo direito à autodeterminação dos saharawi (povos originários do Sahara Ocidental), também ganhou espaço. Além de denunciarem a situação que enfrentam, os ativistas que trouxeram o tema à luz definiram, no último dia do evento (1º de fevereiro), a criação de uma rede mundial pelos direitos coletivos dos povos. O respeito a esses, segundo documento extraído de assembleia, é “um dos fundamentos de outro mundo possível”. Ainda conforme o manifesto, “muitos povos disseminados pelo planeta não são respeitados nem pelos Estados constituídos nem pelas organizações internacionais”. O reconhecimento de seus direitos seria, de acordo com o texto, uma alternativa ao individualismo e ao desenvolvimento insustentável. “Queremos somar-nos à proposta dos povos indígenas para converter o próximo dia 12 de outubro no dia de mobilização global de luta pela mãe terra contra a mercantilização da vida”.
* Com informações divulgadas pela Ciranda Internacional da Informação Independente


