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Geral

Michel Temer e Ricardo Izar visitam o Líbano

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O vice-presidente e o deputado federal fizeram parte de uma delegação de brasileiros que esteve no Líbano em novembro, em visita que teve como objetivo estreitar laços entre os dois países.

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Aziz Ab'Saber recebe Prêmio Juca Pato

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O geógrafo, professor universitário, e presidente de honra do ICArabe foi escolhido pela União Brasileira de Escritores como Intelectual do Ano.

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Curso "La cultura de Al-Andalus" - São Paulo (SP)

Data: 
23/09/2011 - 15:00 - 17:00

La cultura de Al-Andalus
Ponente: Serafina Vallejo

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Universidade libanesa busca estreitar laços com o Brasil

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Universidade libanesa busca estreitar laços com o Brasil
Representando a USEK, Roberto Khatlab e Claude Azar estiveram em Brasília, onde encontraram o vice-presidente Michel Temer, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. O principal objetivo da viagem foi fortalecer projetos comuns para aproximar libaneses e seus descendentes brasileiros.
A Universidade Saint-Esprit de Kaslik (USEK) abriu contatos com a América 
Latina, região que mais acolheu a diáspora libanesa. Com o objetivo de ampliar o conhecimento dos libaneses sobre está região, a USEK criou o Centro de Estudos e 
Culturas da América Latina (CECAL-USEK), para fortalecer os laços entre o 
Líbano e a diáspora. Em uma viagem de contatos, o diretor do CECAL-USEK, Roberto 
Khatlab e a diretora do Departamento de Desenvolvimento da USEK, Claude 
Khoury Azar estiveram no Brasil, onde se encontra a maior colônia de 
libaneses no mundo.
Em Brasília, participaram de uma audiência particular com o vice-presidente da República do Brasil, Michel Temer. A família de Temer tem origem libanesa, do 
vilarejo de Btaboura, Kura, Líbano norte. Temer é filho de March Barbar Lulia e de
Miguel Elias Temer Lulia, que chegaram no Brasil em 1924 e se instalaram em 
Tietê, SP, onde ele nasceu. Iniciou sua carreira política como 
secretário da educação de São Paulo, em 1983. Em 1986 foi eleito deputado pelo PMDB.
Na ocasião, Michel Temer recebeu uma medalha da USEK como homenagem a este  descedente de libanes que ocupa o alto cargo de vice-presidente da República. No encontro, os diretores Khatlab e Azar apresentaram a USEK, 
particularmente as atividades do CECAL-USEK, que mantém um convênio com a 
Universidade Federal do Paraná (UFPR) e que já em prática. Dia 25 de 
julho chegaram ao Brasil duas estudantes libanesas que cursam ciências 
políticas na USEK. Samiha Al Chaar e Sandy Khalil receberam  bolsas 
de estudos da UFPR e da Associação das Universidades do Grupo Montevideo 
(AUGM) e ficarão no Brasil durante um semestre, quando retornarão para finalizar a licenciatura na USEK. O mesmo acontecerá com dois estudantes brasileiros. Será um intercâmbio de estudantes e professores em todas as áreas. 
O Líbano é um pais que se beneficia de bolsas de estudos do Brasil (Capes-Cnpq) e o CECAL-USEK incentiva o fortalecimento deste intercâmbio. Um exemplo é o do professor Alzir Felipe Buffara Antunes, que foi ao Líbano duas vezes para conferências. Em outubro próximo, o professor Paulo Sarkis, ex-reitor da Universidade de Santa maria, no Rio Grande do Sul, estará no Líbano para falar sobre estudos superiores no Brasil, com o objetivo de atrair estudates e professores de ambos países.
Além de conversar sobre a USEK, o encontro com Michel Temer tocou em assuntos relacionados ao Líbano. O vice-presidente relembrou detalhes de sua visita ao país em 1997, como presidente da Câmara dos Deputados, quando conheceu sua cidade de origem. 
Ainda em Brasília, Khatlab e Azar encontraram o deputado federal Ricardo 
Izar Júnior, que participou da audiencia com Temer. Em São Paulo, Khatlab 
e Azar visitaram diversos membros da comunidade libanesa, entre eles Paulo Skaf, 
presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), que conta com 7 milhões de associados, o presidente do Sincidato dos Comerciários de SP, o presidente da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci/Brasil),  Basílio Jafet, em companhia de Hubert Gebara e Luiz Paulo Germanos. 
No Clube Monte Líbano foi organizado um encontro de grupo com Valter Chammas,  Marcelo Zarzur, Luiz Maksoud, Luiz Malouf, Samir Ary, Guilherme 
Mattar, Rafael Bufarra, Roberto Duailibi, presidente da DPZ Agência de Pulicidade, Ernesto Zarzur da EZ Tech, e Dona Violeta Jafet, que completou 103 anos de idade e 
mantém uma mente enérgica e consciente, sempre expressando seu amor pelo Brasil 
e pelo Líbano. No Rio de Janeiro, Khatlab e Azar encontraram, entre outros, o  escritor Jamal Elias.
Segundo Khatlab, o objetivo desta viagem - encontros e contatos para aproximar a USEK da diáspora, foi plenamente satisfeito. "Outras viagens semelhantes serão realizadas em diversos países da América Latina, para que os descendentes se sintam mais próximos de sua terra de origem, realizem projetos em comum, e não fiquem somente  na nostagia. Prova disto é o intercâmbio de estudantes, uma geração jovem que se encontra e troca ideias e objetivos. Esta é meta do CECAL", afirmou.

Representando a USEK, Roberto Khatlab e Claude Azar estiveram em Brasília, onde encontraram o vice-presidente Michel Temer, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. O principal objetivo da viagem foi fortalecer projetos comuns para aproximar libaneses e seus descendentes brasileiros.

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Festa junina no Líbano

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Festa junina no Libano
O Grupo Alecrim, projeto que promove a cultura brasileira para crianças de todo o mundo, realizou nos dias 25 de junho e 2 de julho verdadeiros “arraias” em terras libanesas.
Este ano, o Grupo Alecrim promoveu duas festas juninas no Líbano, chamadas de “Arraiá do Vale”. O Grupo é um projeto cultural infantil apolítico, sem fins lucrativos, que tem como objetivo incentivar os costumes brasileiros entre crianças de 2 a 12 anos, que vivem no exterior.  Criado em 2006, na Bélgica, o Alecrim conta com uma estrutura de programa pedagógico compartilhada por todos os núcleos. Mais informações sobre as festas juninas promovidas pelo grupo aqui. http://www.alecrimbrasil.org/FestaJunina.htm
No dia 25 de junho, o arraiá aconteceu em Baalbeck, cidade histórica do Vale do Bekaa. O Alecrim-Baalbeck  já esta a mais de um ano em atividade com as crianças da comunidade brasileira no Líbano,  coordenado voluntariamente por Marcela  Maria Marques Zein, natural do Piauí. No dia 2 de julho, a festa aconteceu na cidade de Bar Elias, ocasião em que foi inaugurado o Alecrim-Bar Elias, sob a coordenação voluntária de Jeane Saite Ogushi Abou Nimry, natural de São Paulo.
Mais de 200 pessoas compareceram à inauguração e à festa junina no Clube Nasser de Bar Elias. Boa parte das crianças em ambas as festas participaram vestidas com roupas típicas e maquiadas tradicionalmente. Houve festa de casamento caipira, quadrilha, bandeirinhas, brincadeiras (caça objetos, corrida do ovo na colher, corrida do saci), jogos de argola e comidas típicas.
O Cônsul Geral Adjunto do Brasil em Beirute, Ministro Luiz Eduardo Pedroso, participou da inauguração do Alecrim de Bar Elias e parabenizou o esforço voluntário de membros da comunidade brasileira no Líbano, e do conselho de cidadãos de brasileiros (CCB), que não medem esforços para desenvolver atividades que divulguem as tradições e costumes brasileiros no exterior.  Esteve presente também o vereador Ahmad El-Wais, representando o prefeito de Bar Elias, Nagi El-Mais, que desejou que em breve seja construído um estádio de futebol na cidade, pois há uma grande comunidade de brasileiros em Bar Elias.
Participaram de ambas as festas a fundadora e coordenadora geral do Alecrim, Katcha Osório, o  coordenador do  Alecrim-Líbano, secretário executivo do  CCB, e membro do conselho de representantes de brasileiros no exterior (CRBE) região quatro (Oriente Medio, Asia, Africa e Oceania), Roberto Khatlab, o coordenador-mirim, Eduardo Pedroso, e o  membro do conselho de cidadãos brasileiros no Líbano, Khaled Haymour.  A coordenadora de Baalbeck, Marcela, trouxe crianças do Alecrim Baalbeck para ajudar a animar a festa juntamente com a familia Yaghy, de Baalbeck
Estiveram presentes também alguns brasileiros de passagem pelo Líbano, como o Cônsul da Jordânia em São Paulo, Mustafá Abdouni e família, Dr. Ismail Rajab, do Hospital Avicena de São Paulo, Ibrahim Zoghbi, da Federação Islâmica do Brasil, o advogado Mohamad Said,  Abdo Said, e Dra. Amal El Lakkis.
O Alecrim tem apresentado excelente resultado no Líbano, visto que segue um programa criado pelas fundadoras, que são pedagogas, e o difunde para todos os núcleos onde existe. No Líbano, o grupo tem o apoio do consulado geral, do conselho de cidadãos de brasileiros e do Itamaraty. 
Segundo o coordenador do Alecrim Líbano, Roberto Khatlab, “o Grupo Alecrim, iniciado na Bélgica, hoje está presente na Holanda, Cingapura, Líbano e já com projeção a partir de Beirute, e criação prevista em Xangai, Cairo e outras cidades do Oriente Medio. Este tipo de atividade é importante, visto que as crianças guardam as tradições brasileiras e a língua portuguesa, sem deixar de se integrar à sociedade onde vivem”, declarou. “Esperamos expandir cada vez mais este grupo. Em um ano no Líbano já temos dois núcleos com grande participação de crianças e outro em breve será criado no sul do país”, contou.  Recentemente foi aberto o Centro Cultural Brasil-Líbano em Beirute, com outro grupo para crianças, chamado “Curumim”, que também realizou uma festa junina no mês de junho.  
“No arraiá do Vale a festa foi super animada e ficamos satisfeitos com a grande participação de crianças brasileiras. Festejamos São João, que no islamismo é profeta, chamado em árabe de Yahya (que a paz esteja com ele). Foi uma grande festa de confraternização. A colônia agradece à coordenadora geral Katcha, e às coordenadoras Marcela e Jeane, que fazem um trabalho voluntário exemplar para guardar nossas tradições brasileiras no Líbano”, completou.
Veja aqui mais informações sobre o Grupo Alecrim Brasil www.alecrimbrasil.org 
Além das festas juninas, o Consulado Geral do Brasil em Beirute tem procurado promover atividades culturais junto aos brasileiros no Líbano, além de oferecer seus serviços consulares. Para manter a comunidade unida, o Cônsul Pedroso criou páginas do Consulado Geral, do CCB e links para o Alecrim no facebook. A grande novidade, porém, é o portal do Consulado Geral de Beirute - www.consulatgeneraldubresil.org - em idiomas português, árabe, inglês e francês, com informações abrangentes, que facilitam o contato entre consulado, brasileiros e libaneses. 

O Grupo Alecrim, projeto que promove a cultura brasileira para crianças de todo o mundo, realizou nos dias 25 de junho e 2 de julho verdadeiros “arraiás” em terras libanesas.

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Consulado Geral do Brasil em Beirute divulga cultura brasileira no Líbano

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Consulado Geral do Brasil em Beirute divulga cultura brasileira no Líbano
Entre as principais atividades de integração, voltadas a uma comunidade de cerca de 10 mil brasileiros residentes no país, estão ações em redes sociais e projeções de filmes no Centro Cultural Líbano-Brasil. 
Atualmente, vivem no Líbano cerca de 10 mil brasileiros. As relações culturais entre os dois países são históricas, e têm se fortalecido por meio de diversas ações promovidas pelo Consulado Geral do Brasil no Líbano. Para falar sobre essas ações e seus objetivos, o ICArabe enviou as perguntas que compõem a entrevista abaixo, respondidas em conjunto pelos diplomatas lotados no Consulado Geral em Beirute. 
Quais são as principais atividades que o Consulado Geral do Brasil no Líbano tem realizado para divulgar a cultura brasileira no país?
 
Dentre as principais atribuições do Consulado-Geral em Beirute figura a relevante questão de atender às reivindicações e demandas apresentadas pela numerosa Comunidade de nacionais brasileiros em solo libanês, estimada em cerca de 10.000 compatriotas. Naturalmente, as demandas de natureza cultural ocupam importante espaço nessa agenda de serviços prestados e/ou a serem atendidos pelo Consulado-Geral, tendo em vista que muitos de nossos compatriotas aqui residentes, ainda que muito bem integrados à sociedade libanesa, desejam também manter ativos seus vínculos culturais com o Brasil. Iniciativas nesse sentido vêm sendo desenvolvidas em anos recentes, muitos das quais em parceria com os membros do Conselho de Cidadãos em Beirute, que nos apresentam regularmente sugestões de ações a serem empreendidas em prol da Comunidade. Muito provavelmente, o exemplo mais emblemático dessa modalidade de colaboração intracomunitária está bem representado pelo admirável trabalho desempenhado, sempre de forma voluntária, por membros da Comunidade no "Projeto Alecrim Líbano", em Baalbeck, no Vale do Bekaa, na tarefa de tentar preservar a identidade cultural nacional de crianças brasileiras e bi-nacionais líbano-brasileiras, por meio de atividades lúdicas e educacionais.
 
 
A colônia brasileira é muito forte no Líbano, assim como nosso país tem recebido diversos imigrantes vindos deste país. De que forma as atividades culturais promovidas pelo Consulado fortalecem essas relações?
 
A cultura (a língua, os hábitos, os costumes, a história) é a base da identidade de um povo. Portanto, o intercâmbio cultural permite o conhecimento mútuo entre dois (ou mais)  povos - intecâmbio esse que não somente facilita como permeia as relações de toda natureza - econômicas, financeiras, comerciais e políticas - entre os diferentes povos. Ao promover atividades culturais no Líbano, com o objetivo precípuo de manter viva não só a nossa língua - o português - como também as nossas tradições, costumes e hábitos junto à diáspora brasileira, o Consulado Geral está, sem dúvida, contribuindo para o fortalecimento das relações bilaterais libano-brasileiras.    
 
 
As atividades são voltadas mais para brasileiros que vivem no Líbano ou para libaneses interessados em conhecer nossa cultura? Qual é o público alvo das atividades?
 
O trabalho de natureza cultural desenvolvido pelo Consulado-Geral dirige-se apenas aos nacionais brasileiros, com o intuito de que estes mantenham seus laços bastante estreitados com o nosso país. Já o trabalho de difundir a cultura brasileira a nacionais libaneses compete à Embaixada do Brasil em Beirute, que, coincidentemente, acaba de inaugurar um belíssimo Centro Cultural com essa finalidade na capital libanesa. Naturalmente, os membros da Comunidade também se beneficiarão das atividades desenvolvidas no Centro Cultural Líbano-Brasil, como já tem sido o caso das projeções semanais de filmes brasileiros, cuja programação teve início em maio último. 
   
As ações do Consulado têm sido divulgadas por meio de portais na internet. Quais são e como funcionam?
 
O Consulado-Geral, inaugurado em fevereiro 2006 (até então, o atendimento aos nacionais brasileiros era assegurado pelo Serviço Consular da Embaixada em Beirute), possui sítio eletrônico desde 2007, em que figuram de forma pormenorizada as informações de natureza consular. Entretanto, para poder melhor atender às demandas de interlocução com a Comunidade, decidiu-se, no âmbito das próprias reuniões do Conselho de Cidadãos, também trabalhar com a plataforma da rede social "facebook", tendo em vista o maior grau de informalidade e rapidez que esta modalidade de comunicação também logra proporcionar. Com esse objetivo, desde março último, o Consulado-Geral passou a administrar três páginas naquela plataforma, com objetivos distintos: uma de interlocução permanente com a Comunidade ("Consulado-Geral em Beirute Comunidade"), em que são divuldadas informações variadas de potencial interesse de nossos compatriotas em solo libanês; uma segunda, de cunho mais institucional e mais direcionada para as informações de natureza consular propriamente ditas ("Consulado-Geral do Brasil em Beirute"); e, finalmente, uma terceira, que objetiva divulgar as atividades do Conselho de Cidadãos Brasileiros ("Conselho de Cidadãos Brasileiros em Beirute").
      
Quais são as próximas atividades programadas pelo Consulado Geral do Brasil no Líbano?
 
No âmbito do atendimento às mais recentes reivindicações dos membros da Comunidade, valeria mencionar a próxima organização de Consulado itinerante a localidades no Vale do Bekaa com forte concentração de nacionais brasileiros, como por exemplo Karaoun, Sultan Yacoub, Bar Elias, dentre outras, ocasião em que serão prestados serviços de natureza consular (emissão de documentos brasileiros, matrículas consulares e outras necessidades que se apresentem). Também nessa mesma linha de ação, o Consulado-Geral iniciará, creio que de forma algo inédita, o atendimento durante os "Domingos Consulares", ocasião em que a Repartição abrirá as suas portas em pleno fim de semana para atender aqueles que não podem comparecer em dias úteis.


Entre as principais atividades de integração, voltadas a uma comunidade de cerca de 10 mil brasileiros residentes no país, estão ações em redes sociais e projeções de filmes no Centro Cultural Líbano-Brasil. 

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Livro e DVD homenageiam a vasta obra do Prof. Aziz Nacib Ab´Saber

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Livro e DVD homenageiam a vasta obra do Prof. Aziz Nacib Ab´Saber
Presidente de honra do ICArabe lança coletânea de suas obras mais importantes
Quarta-feira, dia 11 de maio, às 18h30, ocorreu no campus da USP uma homenagem ao professor Aziz Ab´Saber no anfiteatro da História, organizada pelo Centro Acadêmico da Geografia. Na ocasião, foi lançado o livro “A Obra de Aziz Nacib Ab´Saber” (editora Beca) que reúne suas publicações mais importantes comentadas por diversos autores. O livro traz um CD contendo a totalidade da obra de Ab´Saber (!), além de entrevista e acervo de fotos antigas. 
A homenagem iniciou-se com um depoimento do prof. José Bueno Conti, ex-aluno de Ab´Saber, resgatando fatos desde a década de 1950 e ressaltando a importância do prof.Aziz na formação dos alunos e no estímulo ao trabalho de campo. O professor Conti mostrou-nos a primeira aula do prof.Aziz e o primeiro caderno de campo com anotações originais. Em seguida, houve mais duas falas que se constituíram em depoimentos elogiosos à vida e à obra de Ab´Saber, ressaltando o caráter militante do professor diante de questões ambientais e sociais de interesse nacional.
Finalmente, o próprio professor homenageado, demonstrando de início certo constrangimento com o caráter de homenagem do evento, logo se sentiu muito à vontade e presenteou a todos com seus depoimentos pessoais e científicos, descritos de maneira ímpar. Lembrou-se de congressos memoráveis, de colegas e explicou como a teoria dos redutos, de sua autoria,foiformulada.  Encerrou sua fala mostrando uma carta de protesto que acabara de enviar ao congresso que naquele momento votavam mudanças impostas ao Código Florestal para favorecer o agronegócio em detrimento do uso racional e preservação dos domínios paisagísticos brasileiros, especialmente da Amazônia.
Como era de se esperar, o anfiteatro estava com superlotação e longas filas se formaram ao final, tanto para comprar o livro como para obter uma dedicatória do professor, o qual permaneceu até que o último livro fosse assinado, apesar do cansaço e da hora que se avançava. 
Parabéns ao CEGE(Centro de Estudos Geográfico ‘Capistrano de Abreu’) da USP pela iniciativa e organização da homenagem, à editora pela produção da obra e, sobretudo, ao prof. Aziz Nacib Ab´Saber que se tornou um ícone da ciência brasileira contemporânea.
Luis Antonio Bittar Venturi
Professor doutor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo.

O eminente geógrafo e presidente de honra do ICArabe lança coletânea de suas obras mais importantes durante evento em sua homenagem.

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Centro Cultural BrasiLiban é inaugurado em Beirute

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Centro Cultural BrasiLiban é inaugurado em Beirute
Iniciativa pretende estreitar os laços culturais entre o Líbano e o Brasil, por meio de cursos e demais atividades
O Líbano de origem da maioria dos imigrantes de língua árabe estabelecidos no Brasil e igualmente o que possui a maior comunidade de origem brasileira no mundo árabe. Partindo desta constatação, o governo brasileiro, por meio do Itamaraty, inaugurou, em 27 de abril, o Centro Cultural Brasil-Líbano, abreviado como "BrasiLiban". Entre as atividades que serão realizadas pelo Centro, estão cursos de língua portuguesa e cultura brasileira; danças brasileiras (samba, forró, lambada);artes marciais, entre as quais capoeira e jiu-jitsu brasileiro;gastronomia brasileira; piano e canto coral; língua árabe coloquial (para não falantes do árabe); e atividades infantis. Estão previstas também sessões de cinema destinadas ao público em geral e oferecerá acesso gratuito a uma biblioteca e a uma midiateca com CD’s de música e DVD’s de filmes, documentários e espetáculos musicais brasileiros. 
Para Roberto Medeiros, chefe do Setor Cultural da Embaixada do Brasil no Líbano, a criação do BrasiLiban será mais um elo a reforçar o relacionamento entre os dois países, ajudando a difundir ambas culturas. É também uma forma de reconhecimento da contribuição do povo libanês na formação da identidade social e cultural brasileira, com influências que vão da literatura até as artes e à gastronomia, já que a comunidade de origem libanesa constitui a principal matriz étnica árabe do Brasil. 
Leia a seguir a entrevista feita pelo ICArabe com Roberto Medeiros.
Em qual região da cidade de Beirute está localizado o BrasiLiban?
Rua Mar Mitr, Imóvel Sami Fouad Trad, no bairro de Achrafieh, em Beirute. Procuramos várias opções e essa foi a que se revelou mais conveniente, por ser central e estar próxima de grande centro comercial, com grande afluência de público. Além disso, o fator simbólico pesou também na decisão. Trata-se de um prédio de arquitetura tradicional libanesa do século XIX, com hall central, arcadas, e ferro forjado. É nele que divulgaremos a cultura do nosso país. Portanto, ao mesmo tempo, aliamos a cultura libanesa  - por meio da arquitetura - com a cultura brasileira. 
Quando foi inaugurado?
Está aberto ao público a partir 27 de abril. Entretanto, a celebração (espetáculo e coquetel) ocorrerá posteriormente, idealmente com a presença de alta autoridade brasileira, mas ainda não temos confirmação de quando essa autoridade poderá vir. 
Por que o governo brasileiro teve essa iniciativa?
Trata-se do reconhecimento da importância que o Líbano e os imigrantes libaneses tiveram na construção da identidade social e cultural do povo brasileiro. Tínhamos uma "dívida" simbólica para com eles, que agora começa a ser paga, por intermédio da difusão da nossa cultura no País dos Cedros. O estabelecimento do Centro Cultural Brasil-Líbano, em Beirute, responde aos inúmeros pedidos dos libaneses e da comunidade de origem brasileira residentes no Líbano, que desejavam ter acesso direto à produção cultural brasileira. O estabelecimento de um centro cultural oficial do Brasil no Líbano permitirá, também, aumentar o raio de ação do ensino da língua portuguesa, que atualmente se faz por meio de um Leitorado na Universidade Saint-Joseph, em Beirute e no vale do Bekaa. Ao mesmo tempo, essa iniciativa assinala o desejo de reforçarmos nossa presença diplomática no Líbano, país com grandes afinidades com o Brasil e com reconhecida relevância política no Oriente Médio. Nos últimos anos, vimos incrementando essa presença por meio de ações de cooperação técnica, comerciais,  culturais e políticas, inclusive por meio do início da participação, em 2011, de "capacetes azuis" oriundos da Marinha brasileira na componente militar naval da UNIFIL, no Sul do Líbano. 
 
Quando as obras começaram? 
O prédio é alugado, portanto não realizamos obras. Seu dono o reformou antes de disponibilizá-lo para aluguel. É um prédio antigo, completamente renovado, capaz de acolher manifestações culturais brasileiras e libanesas com muito charme.
Como o governo libanês recebeu a ideia de criação centro?
Todas as autoridades libanesas com quem o Embaixador Paulo Tarrisse da Fontoura vem conversando têm demonstrado grande entusiasmo com a ideia do estabelecimento do Centro Cultural Brasil-Líbano em Beirute. Várias externaram interesse de visitá-lo. Nos contatos que a Diretora do Centro, Heloísa Alves, e eu próprio, como Chefe do Setor Cultural da Embaixada, temos realizado, recebemos as mesmas mensagens. Temos enfatizado o fato de que o Centro servirá como elo entre duas culturas, não apenas para a difusão da cultura brasileira, daí porque se chama Brasil-Líbano, e não apenas Centro Cultural do Brasil. Trata-se de uma via de mão dupla. Nossa vocação é prestigiar também artistas libaneses em nossas exposições e apresentações artísticas. Assim fazendo, dinamizaremos o relacionamento bilateral, que se beneficia enormemente das ações culturais. 
Além da Embaixada do Brasil, há outras instituições envolvidas na criação do centro?
O Centro Cultural Brasil-Líbano é parte da Embaixada do Brasil no Líbano e segue a política de difusão cultural definida pelo Departamento Cultural do Itamaraty.
Após a sua criação, a Embaixada contará com parcerias de outras instituições para manter as atividades do centro?
Sim, o BrasiLiban pretende iniciar parcerias com entidades libanesas e brasileiras, dos setores público e privado. Já estão sendo efetuados contatos preliminares com várias entidades. Um dos parceiros que gostaríamos de ter é o ICArabe. Além da atuação no domínio cultural, pretende-se que o Centro funcione também como difusor das potencialidades comerciais do Brasil no Líbano, país conhecido por sua característica de "mercado vitrine" (o que se lança no Líbano tem potencial para ser difundido para os países árabes vizinhos). O Centro trabalhará de modo coordenado com o Setor Comercial da Embaixada do Brasil, para aliar a divulgação da língua portuguesa e de nossa cultura com a promoção de nossos produtos comerciais. Estamos neste momento negociando a participação do Centro em uma semana cultural que pretende igualmente divulgar produtos brasileiros, como sucos de frutas tropicais (maracujá, caju), carne, pão de queijo e outros, em diversas sessões de degustação.  
Quais são os objetivos e resultados esperados?
Servir efetivamente de elo entre duas culturas, a brasileira e a libanesa. Viemos para ficar e almejamos conquistar nosso espaço. Queremos difundir a "marca Brasil" tanto quanto o fazem com seus respectivos países outros grandes centros culturais aqui implantados, como o francês, o espanhol, o italiano e o alemão, para citar apenas alguns. Criar demanda e difundir a língua portuguesa, promover nossa cultura e fazer com que nosso país seja lembrado não apenas como "país do futebol e do Carnaval", mas também como sociedade multiétnica com personalidade própria, fonte inesgotável de tradições, de ritmos, danças, ritos e costumes, de gastronomia ímpar em sabor e variedade, com peculiaridades culturais que diferem de região para região, mas convergem em torno de uma identidade nacional comum. Desejamos, igualmente, divulgar ao público libanês nossas especificidades como país emergente, nosso apreço pela paz e pela democracia, conjugada com luta pela inserção social e respeito pelo meio ambiente.
 
 
Qual é o investimento que está sendo feito nesse projeto?
O Governo brasileiro, por meio do Departamento Cultural do Itamaraty, efetuou grande investimento no Centro, com vistas a aparelhá-lo em termos materiais e de pessoal, permitindo assim que ele desempenhe sua tarefa com perfeição.
 
Gostaria também de anunciar que o Centro Cultural Brasil-Líbano deu início a uma campanha voltada para decorar suas instalações com obras de arte oriundas das diversas regiões do Brasil. Interessa-nos ter obras de arte provenientes de cada uma das unidades da Federação, para exposição permanente no Centro.
Para esse fim, esperamos contar com a generosidade dos brasileiros e das comunidades de origem libanesa residentes no Brasil, de forma a enviar-nos essas doações. Já começamos a receber várias doações de artistas de origem libanesa residentes no Rio de Janeiro e já temos promessas de doações de obras de cerâmica marajoara, da comunidade de origem libanesa no Pará. A comunidade de origem libanesa do Ceará também já manfestou disposição de nos ajudar. Para entrar em contato conosco, favor utilizar os e-mails:  centreculturelbresilliban@gmail.com;  cultural@brazilembassy.org.lb ou nossa página no Facebook: www.facebook.com/BrasiLiban;  Tel: +961 (1) 32 29 05 / 6 / 7 Fax: +961 (1) 32 29 08 P.O.Box 16-6281 Achrafieh

Iniciativa pretende estreitar os laços culturais entre o Líbano e o Brasil, por meio de cursos e demais atividades

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Capoeira reforça intercâmbio cultural entre Brasil e Líbano

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Capoeira reforça intercâmbio cultural entre Brasil e Líbano
O Líbano recebeu, entre os dias 19 e 24 de abril, a visita do capoerista Mestre Nenel (Manoel Nascimento Machado), filho do legendário Mestre Bimba  (Manuel dos Reis Machado - 1900-1974), um dos mais célebres capoeristas brasileiros e considerado o pai da capoeira regional, que ele criou em 1928 - uma mistura de batuque com capoeira Angola. 
Mestre Bimba recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia em 1996. Seu filho, Mestre  Nenel, criou a fundacao "Filhos de Bimba",  em 1986,  com o objetivo de guardar os ensinamentos do seu pai. Viaja sempre pelo Brasil e exterior para visitar as escolas que seguem a tradição de seu pai. No exterior, há escolas nos EUA, na Europa e no Líbano, a primeira do Oriente Médio. Em 2009, o jovem Nassib El-Khoury, libanês, após ter estudado e praticado capoeira da tradição de Mestre Bimba, criou uma escola em Beirute, com a assitência dos capoeristas e professores brasileiros Roberta Cecilia Meireles Santana e Ricardo Santos de Jesus. A escola conta com aproximadamente 40 jovens, rapazes e moças, libaneses que praticam a capoeira. Além disso, a escola ensina a língua  portuguesa e a cultura brasileira, um dos princípios dos Filhos de Bimba é transmitir também a cultura no exterior.
Meste Nenel visitou o Líbano para avaliar os estudantes capoeristas libaneses, e esteve também no centro de estudos e culturas da América Latina, na Universidade Saint-Esprit de Kaslik (CECAL-USEK, diretor Roberto Khatlab), com o qual já vinha mantendo correspondência. A tradição de Mestre Bimba, conservada por seu filho, Mestre Nenel, transmite  não só uma técnica esportiva, mas tambem uma cultura e trabalho para o desenvolvimento da pessoa como um todo. Os Filhos de Bimba também têm como objetivo um trabalho junto aos estudantes, sendo que o princípio de Mestre Bimba, a capoeira, é a formacao do cidadão.
A escola dos Filhos de Bimba está em contato com a Universidade e vários estudantes já praticam a capoeira. A Escola também está em contato com o Grupo infantil de tradições brasileiras Alecrim, ligado ao Conselho de Cidadãos Brasileiros do Líbano, e que iniciará um programa com as criancas de Baalbeck, no Vale do Bekaa. 
Fonte: www.fbeclebanon.com

Mestre Nenel, figura importante da capoeira brasileira, foi ao Líbano para visitar a escola que ensina a prática no país, a primeira do Oriente Médio. 

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Bebeto será nome de escola de futebol árabe

Roberto Khatlab,Bebeto e Aclzio Calazans

 

Para aumentar o intercâmbio esportivo entre os dois países, representantes da Universidade de Saint-Esprit de Kaslik, do Líbano, estão no Rio de Janeiro e vão discutir a abertura da escola.
Marina Sarruf marina.sarruf@anba.com.br
São Paulo – Ensinar as técnicas do futebol brasileiro para crianças no Líbano faz parte do plano do Centro de Estudos e Cultura da América Latina (Cecal) da Universidade de Saint-Esprit de Kaslik (Usek). Para tratar do assunto, representantes da Usek estão no Rio de Janeiro, onde já fizeram contato com o jogador Bebeto.
De acordo com o diretor do Cecal, Roberto Khatlab, a ideia é abrir uma escola na universidade e dar o nome de Bebeto. “Já estivemos com ele e Bebeto aceitou a homenagem da Usek, agora vamos iniciar os acordos para que a escola seja inaugurada este ano ainda”, afirmou Khatlab.
Para ensinar o futebol, a universidade quer levar uma equipe de treinadores brasileiros para o Líbano. A ideia é que a as turmas tenham idade mínima de 10 anos. Segundo Khatlab, a Usek já conta com uma estrutura para montar a escola. O projeto faz parte do programa de intercâmbio esportivo entre o Líbano e os países da América Latina.
Khatlab acredita que com a abertura da escola, não apenas crianças e jogadores libaneses vão se interessar. “Podemos receber jogadores de outros países árabes também”, disse. Para a inauguração da escola, o Cecal quer levar o jogador Bebeto, que hoje é deputado estadual.
José Roberto Gama de Oliveira, conhecido como Bebeto, foi um dos maiores atacantes brasileiros nos anos 80 e 90. No Brasil, o jogador fez parte dos times do Flamengo e Vasco da Gama, além da seleção brasileira. Na seleção, em 1994, ao lado do Romário, formou uma dupla de atacantes que ficou na história. Foi nesse ano, que o Brasil levou o tetracampeonato, nos Estados Unidos.
Khatlab está no Rio de Janeiro com o diretor da biblioteca central da Usek, Joseph Moukarzel, e o diretor de Serviços Esportivos da Usek, Fouad Saliba. A delegação libanesa também é formada por 14 jogadores de vôlei da universidade, que vieram ao Brasil para disputar a 1ª Copa Internacional de Vôlei, de 01 a 03 de março. Os jogos fazem parte do intercâmbio esportivo do Cecal.

Para aumentar o intercâmbio esportivo entre os dois países, representantes da Universidade de Saint-Esprit de Kaslik, do Líbano, estão no Rio de Janeiro e vão discutir a abertura da escola.

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